Posts Tagged ‘speed racer’

Acelera, Speed!

segunda-feira, 12 maio, 2008

Às vezes se ganha, às vezes se perde. Speed Racer estreou mundialmente na última sexta-feira, 9 de maio, para resultados, segundos “analistas” e, claro, o próprio estúdio que o bancou, “decepcionantes”. Na bilheteria ianque, estava cabeça a cabeça com Jogo de Amor em Vegas, comédia com Cameron Diaz. Voaldo alto e na frente de ambos, Homem de Ferro, que caminha para se tornar um dos dez filmes de super-heróis de maior bilheteria da história (e abre as portas para Thor, Capitão América e Vingadores…. e também para Power Pack, Starlord, Werewolf by Night e é melhor parar antes que eu fale demais…). Que lição tiramos disso? Uma só: a que esse jogo é imprevisível.

E só.

A bilheteria de Speed Racer – ou “o primeiro grande perdedor do verão”, como alardearam muitos sites por aí -, só indica que o filme falhou em encontrar o público disposto a imergir num mundo fantástico, irreal e absolutamente apaixonante. Sim, porque Speed Racer é um triunfo. É um espetáculo visual que usa da tecnologia mais avançada que o cinema dispõe para contar uma história. No fim das contas, é a história de uma família que os irmãos Wachowski desfilam em pouco mais de duas horas de filme. E é a história de um garoto que vive pela velocidade.

Na verdade, não só um garoto. No universo paralelo em que vive Speed Racer, existe uma devoção quase religiosa de todo o planeta para acompanhar as corridas mais surreais que o cinema já criou. É um mundo que não obedece nossas leias da física, um mundo colorido e vibrante que, quando se estabelece em nosso cérebro, nunca pára de surpreender. Speed Racer aponta para o futuro sem nunca esquecer que, por trás de todo o verniz e de toda a arte tecnológica, existe uma história.

E os Wachowski contam essa história. Simples, até, que pode ser acompanhada sem problemas pela petizada – público-alvo do filme, embora um monte de marmanjos insista que o cinema é só deles e ponto final. É sobre um corredor talentoso, que vive à sombra do irmão morto, disposto a enfrentar, atrás do volante de seu carro fantástico, um mundo feito de corrupção, intriga, traição e dinheiro (talvez a única semelhança do mundo de Speed Racer com o nosso). São motivos puros, que é possível, tenham encontrado resistência na platéia cínica de hoje. É possível, mas azar de quem gosta de cinema e deixa de ser um espetáculo como Speed Racer na tela grande.

O mais surpreendente, no entanto, foi a campanha pesada contra o filme empreendida antes mesmo de sua trama ser conhecida. Desde que o primeiro teaser ganhou a internet, o filme dos Wachowski tornou-se sinônimo de artificialismo, de tudo que pode estar errado com o cinema hoje – quando a realidade não poderia ser mais oposta! Mas é impressionante como os “fãs” – principalmente a geração atrás de um mouse – “analisam” um filme antes de ele estar pronto. Escarafuncham cada vírgula de um “roteiro” sem fazer idéia de como é a mecânica de um roteiro. Hostilizam a tecnologia e a criação de um mundo colorido e decididamente artificial como se isso determinasse o fracasso de um filme. E, o mais absurdo, desdenham de Speed Racer porque “ele parece um desenho animado”. Ora, é um desenho animado! Com gente de verdade! E com um par de mentes criativas em seu leme que o cinema só cria de vez em quando.

A bilheteria ruim de Speed Racer? Quem dá a mínima, a não ser as pessoas contando as moedinhas? O que importa é o filme, é o espetáculo. Que, se você ainda hesita em conhecer no cinema, não sabe o que está perdendo. A temporada de verão ianque começou a mil, com dois “produtos” – Homem de Ferro e Speed Racer – que representam o melhor que o dinheiro pode pagar. E é só o começo – em uma semana volto aqui para falar de um certo Dr. Jones.

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Indiana Jones na SET de maio!

terça-feira, 29 abril, 2008

O maior herói do cinema está de volta em maio, e SET traz a cobertura mais completa de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, com entrevistas exclusivas com Harrison Ford, Karen Allen, David Koepp e Frank Marshall, além de um salto ao passado com as outras aventuras do arqueólogo que o transformaram em um ícone moderno. A edição de maio também traz tudo sobre Speed Racer, que conferimos em primeira mão em Las Vegas e em Los Angeles; os filmes baseados na obra de Stephen King (inclusive o ainda inédito The Mist) e uma entrevista com George Clooney. Depois do feriado (contando a sexta-feira enforcada), nas bancas de todo o país. Vejo vocês na fila de Homem de Ferro!

Harrison Ford é Indiana Jones na capa de SET

É Ferro na boneca!

quarta-feira, 19 março, 2008

Neófito na confecção de blogs que eu sou, ainda levo puxões de orelha do pessoal que coloca o site no ar. “Cacetada, Sadovski, você viaja direto e não compartilha uma experiência sequer com teus leitores?” é a bronca mais habitual. Ora, o material que consigo a cada viagem, a cada matéria, está na SET de papel de maneira mais polpuda, concordam? Mas, aos poucos, eu vou cedendo. Ou seja, a cada nova viagem, vocês vão saber o que rolou.

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Vamos lá. Acabei de voltar de Los Angeles, viagem número quatro em 2008 até agora (devo retornar em algumas semanas para conferir algo grande e verde), onde bati mais um papo com Robert Downey Jr. (a entrevista você confere na íntegra na SET de abril), fechando nossa cobertura de Homem de Ferro. Como SET vai a lugares que ninguém mais tem acesso, aproveitei e conversei com Kevin Feige, presidente da Marvel, que entregou os planos da empresa para o cinema nos próximos anos. É aí que a coisa pega. Depois de oito anos e de uma amizade forjada, Kevin acaba falando mais do que deve – afinal, o papo era com um amigo, e não com um jornalista. O que posso dizer? Bom, que alguns boatos são verdadeiros, outros não. Que Vingadores é onde a “fase 1” da Nova Marvel termina – a “fase 2” em diante são investimentos em outras mídias, como a criação de séries live action com personagens que, por um motivo ou por outro, não tiveram no cinema uma chance justa… Ok, aí eu já estou falando demais. Mas aguardem que certas novidades serão públicas logo depois da estréia de Homem de Ferro – divulgar alguma coisa agora só serviria para estragar a diversão de quem vai ver o filme no cinema. E Kapow! não faz isso.

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É aí que a coisa pega. De novo. Eu não entendo essa cultura blogueira que sente prazer em transformar boatos em notícias, em não checar fatos mais simples (30 Dias de Noite, por sinal, não é um gibi da Dark Horse, é da IDW, e não tem absolutamente nada a ver com o acordo da editora de Hellboy com a Universal). SET e, claro, Kapow!, prezam pelo bom jornalismo. E não em entrar numa corrida boba para saber “quem deu a notícia primeiro”. Afinal, aqui, em SET Online e, claro, na própria revista, vocês têm sempre a informação mais completa.

Ah, até o fim do mês eu conto como é, afinal, Homem de Ferro.

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FIM DO MUNDO!

Aproveitei um intervalo na agenda e fui conferir Doomsday, novo filme de Neil Marshall (Dog Soldiers, Abismo do Medo). Para uma mistura meio cafona de Mad Max com Fuga de Nova York, a aventura que traz Rhona Mitra à frente do elenco é bacaninha. Um vírus arrasou a Escócia, e o governo britânico, para conter a praga, isolou o país inteiro com um muro intransponível. Quase três décadas se passam, o vírus reaparece em Londres, e Rhona é enviada para buscar a cura dentro do país isolado.

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Embora não tenha aberto mão da ultraviolência de seus filmes anteriores, Marshall pincelou Doomsday com um humor que beira o caricato. Em especial na cena em que o “líder” de um dos grupos pós-apocalípticos sobreviventes no isolamento “discursa” para seus seguidores, com direito a metal farofa nos alto-falantes, pole dancers, motocicletas riscando o chão com seus pneus e um sujeito sendo assado vivo e entregue à multidão como almoço. Coisa finíssima.

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Pena que a peteca chegue ao chão no mar de clichês de quinta que Marshall abusa em seu roteiro. Na verdade, a impressão é que todo o clima é proposital, uma entrega à nostalgia dos filmes pós-apocalípticos que não sobreviveram nem aos anos 90. Se encarado com esse espírito, Doomsday é divertido – nem que seja para ser visto em turma como trivia de filmes do gênero, ganha quem gritar a “homenagem” mais alto a cada nova cena.

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RAPIDINHAS! LITERALMENTE…

O que vocês acharam dos novos pôsteres de Speed Racer? Eu gostei. Aguarde nossa cobertura exclusiva do filme, com entrevistas com o elenco e com o produtor Joel Silver – direto de Las Vegas e sem ter de copiar de outros sites!

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