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Conan quebra cabeças!

sexta-feira, 11 janeiro, 2008

Há alguns meses eu tive a brilhante idéia de encadernar minha coleção de A Espada Selvagem de Conan, provavelemente a melhor série de ação e fantasia de todos os tempos (O Senhor dos Anéis? Não dá pro cheiro!). Mas a Dark Horse teve uma idéia melhor ainda (e, ainda bem, menos pesada no bolso). Em 2 de janeiro a editora colocou no mercado o primeiro volume de The Savage Sword of Conan encadernado. A partir daí, a série sai inteirinha, em ordem cronológica, etc e tal. Calma que fica melhor: por ridículos 18 doletas cada edição. Calma, fica melhor ainda: cada volume traz mais de 500 páginas (este tem 542) do melhor que o gênero pode oferecer. Conan, criado como personagem pulp por Robert E. Howard nos anos 30, foi popularizado pela excelente série de HQs da Marvel e pelos filmes estrelados por Arnold Schwarzenegger. Mas foi em Espada Selvagem que ele encontrou sua melhor tradução – e na dupla Roy Thomas e John Buscema (o melhor desenhista de super-heróis de todos os tempos), sua mais perfeita equipe criativa. Nem adianta esperar que uma lista telefônica ciméria como esta, um tijolo capaz de afundar crânios como o aço hirkaniano, saia por aqui. Os gibis do Conan editados no Brasil parecem estar na marca do pênalti constantemente (um editorial chegava a pedir, pelo amor do Pai, para a rapaziada comprar mais), e talvez um pedaço de nostalgia assim seja demais para o leitor brazuca. Se você nunca leu Espada Selvagem (herege!), é a chance: encomende o seu! O meu eu não empresto.

Savage Sword of Conan Volume 1

Ultimates, nhé…

quarta-feira, 19 dezembro, 2007

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É uma coisa bizarra. A Marvel tem duas “temporadas” de uma série absolutamente sensacional em quadrinhos e, quando chega a hora de cortar a bola, joga tudo pelo ralo. É, meus caros, eu li The Ultimates Vol. 3, cortesia de Jeph Loeb e Joe Madureira. Em uma palavra? Argh. Mega-argh. Tudo que Mark Millar e Bryan Hitch construíram em 26 edições, Loeb e Mad destruíram em uma. A sátira social bacana? Tchau. A ironia e os diálogos pop? Tchau. A sensação de estar “lendo um blockbuster”? Tchau. Ao que parece, Loeb, que já escreveu coisas geniais, estava com pressa de descontar o cheque gordo da Marvel. Gibi “adulto” e com “atitude” para ele são insinuações nada discretas de atos sexuais, incesto e por aí vai. A Vespa, uma baixinha asiática na série, de repente virou uma ocidental ruiva. O pior? A arte. Joe Mad pertence a alguma vala dos anos 90, com uma influência nefasta de mangá e zero criatividade – o que era realismo bacana virou clube de super-heróis. Parece uma vesão em gibi do arcade Marvel vs. Street Fighter. Uma pena. E um desperdício.