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Atualizado! Homem de Ferro é jóia!

quarta-feira, 23 abril, 2008

Homem de Ferro

Atualizado: rapazes e moças, não saiam da sala até o fim dos créditos! Vocês terão uma surpresa….

Ok, spoiler-free: Homem de Ferro é jóia, é um pipocão redondo, com atuações bacanas e efeitos incríveis. Mostra que a Marvel não está brincando e promete colocar nos cinemas as melhores transições do papel para celulóide de seus personagens. Tudo é feito com respeito, cuidado e bom humor. O filme abre com Stark sendo atacado no Afeganistão, salta para um breve flashback no qual a gente entende um pouco melhor seu espírito “o mundo que se exploda, eu quero me divertir” e, depois que ele constrói sua primeira armadura, engata uma segunda e não pára mais.

Tony trabalhando

Robert Downey Jr., que deve experimentar um upgrade em sua carreira como o de Johnny Depp pós-Piratas do Caribe, constrói um Tony Stark genial, em que pequenos detalhes em sua atuação detalham bem sua mudança de filosofia. A trama bebe um pouco da história do Monge de Ferro nos quadrinhos (Obadiah Stane, a tentativa de controle das Indústrias Stark, a criação de uma armadura mais hardcore), com uma pitada de “Guerra das Armaduras” (Tony percebe que suas criações só trazem dor e sofrimento e coloca a destruição de sua tecnologia quando usada para o mal como missão). Nenhuma ponta é deixada solta, nenhum elemento surge ao acaso. Os efeitos especiais são um caso à parte: a integração de protótipos reais com personagens digitais faz com que o herói surja fantástico no “mundo real” – em especial o vôo ao lado dos F-22s e a batalha com o Monge de Ferro. Homem de Ferro está lá no topo, ao lado de Homem-Aranha 2 e Batman Begins, como um dos grandes filmes contemporâneos que são baseados em personagens de gibis.

Obadiah Stane

Agora, momento “eu sou fã e quero saber o que acontece”. A cena com Sam Jackson no papel de Nick Fury, que foi rodada ano passado, ficou no chão da sala de montagem (aguarde o DVD). “Espere por O Incrível Hulk e você vai entender” foi a dica passada por Kevin Feige, presidente da Marvel. Mas isso não significa que a SHIELD está fora de Homem de Ferro – muito pelo contrário. Os oficiais da agência governamental secreta são fundamentais para amarrar a trama em seu terceiro ato, deixando claro que sua relação com Stark – e com quem ele se tornou – está longe de terminar. Existe, também, uma “força oculta” atuando nos bastidores, embora Jon Favreu e a Marvel tenham optado por não seguir um caminho sobrenatural – ou seja, não fazendo com que o grande vilão do filme fosse o Mandarim – neste primeiro filme. O grupo terrorista que seqüestra Stark, porém, é chamado de 10 Anéis. A certa altura, James Rhodes (Terrence Howard) olha para a armadura Mark 2 na oficina de Stark e dispara um “Fica para a próxima” que não esconde o caminho que um segundo filme pode seguir. Ah, preste atenção no ringtone do celular de Stark… “Tony Stark tira onda, que é cientista espacial…”

Tony e Pepper

Quer mais pistas do futuro da Marvel no cinema? Paciência, meu caro. Logo depois da estréia de Homem de Ferro, e pouco antes de O Incrível Hulk reencarnar em celulóide, a editora/produtora vai jogar mais alguns ossos. Como, por exemplo, o fato de Emil Blonsky, antes de ser tornar o Abominável, ser anabolizado com um certo soro do supersoldado para enfrentar o Verdão. Sem falar que Tony Stark também está no novo Hulk, sugerindo que os Vingadores podem não estar tão longe assim…

Tony Stark

Monge de Ferro

Batalha nas ruas

Tony e Pepper

O diretor Jon Favreau

Homem de Ferro

Ponto para Big Wyllie

sexta-feira, 21 dezembro, 2007

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Eu Sou a Lenda já é um fenômeno. Com quase 80 milhões de doletas no caixa só em seu fim de semana de estréia – o maior da história em dezembro -, o filme prova uma e uma coisa: Will Smith é o cara. Mais que isso. Ele é capaz de vender qualquer coisa. Drama (Em Busca da Felicidade), comédia (Hitch), aventura (Bad Boys 2), ficção científica (Eu, Robô)… E agora, terror. Números, números. Mas você, meu caro, pode estar se perguntando: “E aí, vale minha grana?” Will vale. O filme, nem tanto. Baseado no livro de 1954 escrito por Richard Matheson e já levado ao cinema duas vezes (Mortos Que Matam, de 1964, e A Última Esperança da Terra, de 1971), Eu Sou a Lenda é uma ficção científica/terrorzão/espetáculo pós-apocalíptico tímido. Bacana, bonitão, mas tímido. Todo o tempo em que o diretor Frances Lawrence (Constantine) se concentra em Will Smith, sozinho zanzando por uma Nova York às moscas, é genial. Os flashbacks que mostram a gênese do vírus que transformou 90 por cento da humanidade em “zumbiros” são… ok, vai. Mas quando os ditos aparecem, a coisa é anti-climática. Vai entender. Culpa do roteiro indeciso, que não sabe se assume que a humanidade agora é um bando de bestas sedentas de sangue ou humanos involuídos mas que ainda são capazes de raciocinar (ou de armar uma arapuca engenhosa, ainda que besta, para Will). O terceiro ato, por sinal, vai radicalmente contra o texto original de Matheson, empurrando um final que, ora, não é de se estranhar, mas ainda assim peca pela falta de cojones. Alice Braga? hmmm… Quem sabe na próxima, não? Ainda assim, Eu Sou a Lenda era o blockbuster que as bilheterias anêmicas precisavam para respirar e entrar na temporada de festas aliviada. Mas é só dinheiro, certo? Certo, mas vale pelo um show de Big Wyllie, que volta aos cinemas ianques em seu feriado favorito, o 4 de julho, como o super-herói Hancock. Ka-ching!

Ah, leia a matéira publicada na SET de novembro nos links abaixo.

O Último dos Moicanos

Mortos que Matam

Richard Matheson