Archive for julho \28\UTC 2008

Comi Con, Dia 5: Fim de festa e, claro, a capa da SET de Agosto…

segunda-feira, 28 julho, 2008

Hoje eu finalmente dormi! Alguns painéis de séries de TV, muitos eventos pra criançada, e eu deixei a parte profissional da Comic Con descansar. Hoje o negócio foi dar uma última mega volta pelo salão principal, a feira mesmo, aproveitar os descontos em gibis e em tralhas, deixar o bolso mais leve e fechar a lojinha. No saldo final, a Comic Con 2008 teve grandes surpresas (o teaser de Wolverine com a aparição-relâmpago de Hugh Jackman), recepções de coçar a cabeça (acho que nem os fanboys sabem o que fazer com Watchmen ainda) e aplausos entusiasmados (Terminator Salvation foi o “vencedor” da Con este ano). Nada, claro, que se compare com o hype gerado por Homem de Ferro ano passado. Nos próximos Kapow!, e também nas futuras edições de SET, vou falar com mais detalhes sobre alguns painéis, entrevistas e, principalmente, os gibis que levo na mala para o Brasil.

Ah, e a turma da Empire também se despede da Comic Con 2008.

James, Sam e Chris, da Empire, posam para Kapow!. Que tristeza...

James, Sam e Chris, da Empire, posam para Kapow!. Que tristeza...

Isso, alegria alegria!

Isso, alegria alegria!

(mas devolve minha máscara de Joker goon, Hewitt!!!)

(mas devolve minha máscara de Joker goon, Hewitt!!!)

Eu também. Para encerrar a “transmissão” e sem olhar para trás, a capa da edição de agosto de SET. Na verdade, uma capa que demorou para sair, mas que a gente fechou com um orgulho absurdo! José Mojica Marins é o cara, e você vai ler a cobertura mais completa de Encarnação do Demônio nas páginas de SET. Nas bancas em alguns dias. Até a volta!

xxxxxxxxxxxxx

José Mojica Marins, o Zé do Caixão, em agosto na capa de SET

Anúncios

Comic Con, dia 4: Taran-tan-tanTAN! Taran-tan-tanTAN!

domingo, 27 julho, 2008

Finalmente!

Convention Center de San Diego entupido de gente, reações mais entusiasmadas aos painéis e parece que a coisa esquentou. Mas, francamente, eu não esperava que a reação da platéia de quase 7 mil nerds ao painel de Terminator Salvation fosse tão positiva. Principalmente quando o sujeito no leme do filme é McG, diretor de As Panteras (e sua continuação), sujeito odiado sabe-se lá por que pela nerdarada. Mas é fato: McG sabe comandar uma multidão, e o público dançou direitinho sua música. Mas não foi sem motivo. O material que ele exibiu do quarto O Exterminador do Futuro foi sensacional, com um vislubre do mundo pós-apocalíptico sugerido na primeira trilogia. O ano é 2018, uma década antes da guerra que a gente viu em T1 e T2. A Skynet, depois do Dia do Julgamento, está aperfeiçoando suas máquinas de matar, os humanos sobreviventes organizam, aos poucos, a resistência, e John Connor (Christian Bale, que não apareceu mas ouviu os urros da platéia quando McG lhe deixou um recado no celular) cada vez se torna mais certo de seu papel. Ah, e se você leu o “final” sugerido num “roteiro vazado”, McG garante que faz parte da campanha de “desinformação” do estúdio. Ah, e talvez o governador volte à série… mas não neste filme, já que os Exterminadores de Salvation serão T-600, que tinham “pele de borracha” sobre o exoesqueleto, como Kyle Reese (Michael Biehn) informou no filme original de James Cameron. A melhor reação foi quando um fã asiático que se apresentou como Tim fez uma pergunta com o sotaque austríaco de Arnold Schwarzenegger e foi convidado por McG ao palco, ao lado de dois outros fãs, uma vestida como Sarah Connor em T2 e outro como o T-1000, com buracos de bala e uma polaroid de John Conner (ou Edward Furlong), com a qual ele perguntou “Vocês viram este garoto?”. Um barato! Depois do painel, ainda participei de uma coletiva com diretor e elenco e, no fim da tarde, bati um papo com McG – em breve você confere tudo isso em SET.

Outro papo bacana foi com Frank Miller e com sua produtora de The Spirit, Deborah Del Prete. Miller explicou melhor o processo de criação do filme e de como vai equilibrar sua carreira a partir de agora – para resumir, ele se diz um artista que agora tem diferentes mídias à disposição para seu trabalho, e inclusive acabou de bolar uma HQ que seria perfeita para ser lançada para celulares. Como The Spirit é da Lions Gate, foi impossível não comentar a boataria de que a diretora de Punisher: War Zone (do mesmo estúdio), Lexi Alexander, fora defenestrada pelos executivos. E é fato, Del Prete diz que ela foi afastada e o filme pode não ter mais sua visão. Se foi ou não uma escolha acertada, ainda é para lá de cedo para dizer. Mas é um saco ver um estúdio colocando as mãos nas decisões de seus artistas. Curiosamente, a mesma Lions Gate foi detonada por Clive Barker antes da exibição de The Midnight Meat Train.

E deixo aqui os parabéns de Kapow! pra turma de brasileiros que deixa a Comic Con com um prestigiado Eisner Award na mala. Gabriel Bá, que ganhou ao lado de Gerard Way o prêmio de melhor minissérie pela sensacional The Umbrella Academy; e o prêmio de melhor antologia foi para 5, de Bá com seu irmão, Fabio Moon, mais Rafael Grampá, Becky Cloonan e Vasilis Lolos.

Para encerrar o sabadão, fui ao cinema ver Hellboy II. Uma belezinha de filme! Mas, como eu disse, O Cavaleiro das Trevas fez o favor de estragar 2008 para mim…

Até amanhã, com o encerramento da festa (e a capa da SET de agosto, por que eu sou legal).

O painel de Terminator Salvation

O painel de Terminator Salvation

McG (e Sam Worthington, que interpreta o misterioso Marcus) falam com a rapaziada

McG (e Sam Worthington, que interpreta o misterioso Marcus) falam com a rapaziada

McG e... Tim, o Schwarza do Oriente!

McG e... Tim, o Schwarza do Oriente!

O T-1000 e Sarah Connor... riiiiiight...

O T-1000 e Sarah Connor... riiiiiight...

Ok, eu não sei o que diabos era isso.

Ok, eu não sei o que diabos era isso.

Sam, Anton eachin (que é o jovem Kyle Reese em Terminator Salvation) e Moon Bloodgood, que mira neste que vos escreve...

Sam, Anton Yelchin (que é o jovem Kyle Reese em Terminator Salvation) e Moon Bloodgood, que mira neste que vos escreve...

... e dispara!

... e dispara!

McG em momento Hamlet

McG em momento Hamlet

As ruas de San Diego, tomadas por lunáticos criminosos...

As ruas de San Diego, tomadas por lunáticos criminosos...

Será que os EUA estão preparados para um presidente Jedi?

Será que os EUA estão preparados para um presidente Jedi?

Joshua Jackson apresenta Fringe (que um dia eu confiro em DVD...)

Joshua Jackson apresenta Fringe (que um dia eu confiro em DVD...)

Indy! Lego!

Indy! Lego!

Homem-Aranha e o foco indigente de Roberto Sadovski...

Homem-Aranha e o foco indigente de Roberto Sadovski...

Episódio 1

Watchmen Props: Episódio 1

A Missão

Watchmen Props 2: A Missão

o Confronto Final

Watchmen Props: o Confronto Final

Eu avisei o moço que ele já podia respirar...

Eu avisei o moço que ele já podia respirar...

Arrebenta ele, Chewie!

Arrebenta ele, Chewie!

err... eu não acho que eram fantasias...

err... eu não acho que eram fantasias...

Yo... Joe?

Yo... Joe?

Tá legal, ao vivo ficou menos tosco...

Tá legal, ao vivo ficou menos tosco...

Eu adoro meu trabalho!!!

Eu adoro meu trabalho!!!

Jonathan Frakes, em sorriso e pança.

Jonathan Frakes, em sorriso e pança.

Eu mencionei que conversei com Rhona Mitra sobre o terceiro Underworld? Ah, tá...

Eu mencionei que conversei com Rhona Mitra sobre o terceiro Underworld? Ah, tá...

Eu mencionei que conversei com Bill Nighy sobre o terceiro Underworld? Ah, tá...

Eu mencionei que conversei com Bill Nighy sobre o terceiro Underworld? Ah, tá...

Eu não tinha sentido vergolha alheia até esse momento...

Eu não tinha sentido vergolha alheia até esse momento...

Quase todas as lojas, restaurantes, bares, o diabo, cercando o Convention Center tinham esse adesivo. Bacana, não?

Quase todas as lojas, restaurantes, bares, o diabo, cercando o Convention Center tinham esse adesivo. Bacana, não?

Frank Miller sabe o Mal que se esconde no coração dos homens...

Frank Miller sabe o Mal que se esconde no coração dos homens...

Comic Con, Dia 3: Watchmen e a… eletricidade

sábado, 26 julho, 2008

Ok, vou direto ao ponto: a Comic Con 2008 está morna. Pronto, falei. Está morna, sem pique, sem… eletricidade! Ano passado sempre existia uma certa empolgação no ar, uma mistura de feirão com show de rock. Pois bem, os shows estão mais para Coldplay do que para Rage Against The Machine. Veja o caso de Watchmen. Hall H lotadaço, platéia enfileirada desde as 7 da manhã. A imprensa, então, espremida num vão embaixo da tela, sem espaço sequer para ver o que era exibido (menos este que vos escreve, que usou os bons contatos para ficar num lugar mais bacana – como já dizia o Faith no More, “being good gets you stuff”). Eis que surge o elenco principal do filme, seguido do diretor Zack Snyder. Novas imagens do filme exibidas (dentro do contexto, ainda mais espantosas do que no trailer, com o Dr. Manhattan explodindo vietcongues em um pipoco de sangue, misturada a cenas mais serenas de cada personagem, inclusive um sorriso assustador do Comediante para a Espectral – uma “cantada” que, quem leu a série, sabe bem como termina).

Daí veio o problema: aplausos contido, entusiasmados até. O mesmo clima se repetiu no painel do filme de Frank Miller, The Spirit (as cenas que o diretor selecionou mostram que a tecnologia para bolar maluquices digitais não pára nunca de evoluir). Mas nada que fizesse o chão reverberar como Homem de Ferro ano passado. Ou Homem-Aranha 3 no anterior. A verdade é que a Con foi mesmo tomada, domesticada pela máquina de marketing dos grandes estúdios. É um lugar de grandes anúncios (RoboCop por Aronowski, Red Sonja com Rose McGowan) e de poucas novidades. Um paradoxo, que reflete na atmosfera incrivelmente morosa do salão principal – lotado como nunca, diga-se. Deve ser um saco para quem faz a cobertura online, o hard news do evento, já que de “news” a Comic Con pouco traz além do marketing mastigado. Para a SET é outro papo, já que, sem a preocupação de jogar tudo para você, caro leitor, na velocidade da luz, encontramos espaço para entrevistas mais longas (e exclusivas) que damos aos poucos, em matérias mais completas.

Com a Comic Con chegando ao fim em dois dias, eu ainda espero que o sábado reserve boas surpresas (Terminator Salvation é o grande filme de hoje). Mas já estou resignado. Ano que vem, com mais coisas da Marvel – uma turma ótima que domina a platéia como poucos -, quem sabe a Con não recupere o gás?

Antes de mais uma batelada de fotos, fechei a noite com dois filmes. Step Brothers, com Will Ferrell e John C. Reilly, estreou hoje por aqui e é uma bomba. Já na madrugada, foi com Jeff Buhler, roteirista de The Midnight Meat Train, conferir a adaptação da história curta de Clive Barker que li há bons quinze anos. Forte, muito forte…

Com a imagem de Vinnie Jones estraçalhando crânios em mente, despeço-me!

E o pessoal espera por Watchmen...

E o pessoal espera por Watchmen...

E êi-los!

E êi-los!

Jackie Haley Earle (Rorschach) e Jeffrey Dean Morgan (o Comediante)

Jackie Earle Haley (Rorschach) e Jeffrey Dean Morgan (o Comediante)

Male xxxxxx (Laurie xxxxxxx, a Espectral II), Patrick Wilson (o Coruja) e Carla Gugino (Sally Júpiter, a Espectral I)

Malin Akerman (Laurie Juspeczyk, a Espectral II), Patrick Wilson (o Coruja) e Carla Gugino (Sally Júpiter, a Espectral I)

O venerável Zack Snyder

O venerável Zack Snyder

Mathew Goode (Ozymandias) e Billy Crudup (Dr. Manhattan)

Mathew Goode (Ozymandias) e Billy Crudup (Dr. Manhattan)

Frank Miller, a produtora xxxxxxxxxxxxxx e Sam Jackson no painel de The Spirit

Frank Miller, a produtora Deborah Del Prete e Sam Jackson no painel de The Spirit

A... errr... Liga da Justiça...

A... errr... Liga da Justiça...

Maquete de Halloweentown, de O Estranho Mundo de Jack, que custa a miséria de 25 mil dólares...

Maquete de Halloweentown, de O Estranho Mundo de Jack, que custa a miséria de 25 mil dólares...

Sim, é o Capitão América. O original, da série Truth (não leu? culpa da Panini...)

Sim, é o Capitão América. O original, da série Truth (não leu? culpa da Panini...)

Que detalhista esse.... modelo do Jabba, não?

Que detalhista esse.... modelo do Jabba, não?

É, muito interessante mesmo...

É, muito interessante mesmo...

Tão bacana que eu passaria o resto da Con fotografando... é, o Jabba...

Tão bacana que eu passaria o resto da Con fotografando... é, o Jabba...

Chucky, tamanho natural, precinho irreal...

Chucky, tamanho natural, precinho irreal...

A DC colocou em seu booth alguns pôsteres com novas imagens de Watchmen. Como esse ai...

A DC colocou em seu booth alguns pôsteres com novas imagens de Watchmen. Como esse aí...

... ou este. E desculpem o cabeção do cabeção.

... ou este. E desculpem o cabeção do cabeção.

Lou Ferrigno. Mas de longe, para ele não cobrar pela foto...

Lou Ferrigno. Mas de longe, para ele não cobrar pela foto...

E com esse pedaço delicado de marketing da __________, vendendo o filme ____________, encerro por hoje. See ya!

E com esse pedaço delicado de marketing da __________, vendendo o filme ____________, encerro por hoje. See ya!

Comic Con, Dia 2: Os Vampiros-Emo e todo o resto…

sexta-feira, 25 julho, 2008

O Hall H da Comic Con é o já famoso lugar de nascimento, entre outras coisas, do hype positivíssimo de Homem de Ferro. Mas precisa ser bem usado. Exemplo em questão: quando você pretende mostrar material de um de seus principais filmes – como, sei lá, Wolverine… – é de bom tom não fazer da coisa uma surpresa. Principalmente quando sua apresentação é a primeira do dia e não vai repercutir em entrevistas com a imprensa… Sei lá, estou pensando alto.

A verdade é que a quinta-feira foi atípica. Ou melhor, condizente com os novos tempos da Con. Mais cheia, mais bervosa, mais movimentada – e atrasadas feito o diabo. Para você ter uma idéia do quanto, entrevistas marcadas para as 4 da tarde começaram às 5 e meia, sendo reduzidas a um bate-papo rápido em forma de mini-coletiva. Ainda que, do outro lado, Guy Ritchie e Gerard Butler, veterano da Comic Con, seguraram bem a onda com um bem vindo bom humor na maratona de RocknRolla. A apresentação para os seis mil malucos no Hall H, por sinal, foi tiração de sarro geral.

Para os que gostam de neo-fenômenos, conversei com o elenco de Twilight, o livro/filme de vampiros para a geração emo, e nunca vi um elenco tão assustado com a reação de fãs antes – era como um bando de misses antes do desfile. Mas é bacana perceber esse tipo de entusiasmo sem estar contaminado com incontáveis entrevistas, autógrafos, etc. A diretora de Twilight, Catherine Hardwicke, passou parte da entrevista com papo de comadre sobre o Rio, que ela adorou em sua visita ao Brasil (quando a entrevistei pela primeira vez) no lançamento de Aos Treze. Ela é uma riponga simpática, fascinada de maneira saudável (ao contrário de, digamos, Larry Clark) com o universo adolescente – tema de Aos Treze, Os Reis de Dogtown e, por que não, Jesus – A História da Natividade. Ou seja, por mais diferente que Twilight possa parecer em sua biografia, são águas familiares.

Aproveitei para dar uma bela caminhada (e torrar algumas doletas) pelo salão principal da Con, e nenhuma palavra é mais mágica do que “desconto”!

Acabado (mais uma vez), e com as costas esmigalhadas, despeço-me com mais uma batelada de fotos. Comentário nerd: nunca achei que, antes de empacotar, eu veria tão de perto a nave do Coruja de Watchmen. Está aí embaixo.

Ah, eu esqueci de falar ontem: a noite foi encerrada numa sessão de Trovão Tropical, a comédia adulta, sarcástica e sacana de Ben Stiller. Saí cmo o maxilar doendo de tanto rir!

Dormir, amanhã a apresentação de Watchmen é cedinho…

A diretora Catherine Hardwicke e xxxxxxxxxxxx, autora da série de livros Twilight

A diretora Catherine Hardwicke e Stephenie Meyer, autora da série de livros Twilight

Essa turma estava procurando o diretor de casting do teiceiro Batman (volume 2...).

Essa turma estava procurando o diretor de casting do teiceiro Batman (volume 2...).

Por que chamar os Caça-Fantasmas...

Por que chamar os Caça-Fantasmas...

... quando é bem melhor chamar "as" Caça-Fantasmas?

... quando é bem melhor chamar "as" Caça-Fantasmas?

Owl Ship de Watchmen, parte um...

Owl Ship de Watchmen, parte um...

Owl Ship de Watchmen (você já adivinhou), parte dois...

Owl Ship de Watchmen (você já adivinhou), parte dois...

Bond não foi para a Con. Só seu carro.

Bond não foi para a Con. Só seu carro.

A-ha! Este ai não é um fã, e sim um sujeito contratado pela DC para promover o game DC Universe.

A-ha! Este aí não é um fã, e sim um sujeito contratado pela DC para promover o game DC Universe.

O Sombra no booth da Lions Gate? Não, o Spirit...

O Sombra no booth da Lions Gate? Não, o Spirit...

Justiceiro postiço no booth da Lions Gate.

Justiceiro postiço no booth da Lions Gate.

Eu adoro meu trabalho!

Eu adoro meu trabalho!

Eu adoro meu trabalho!!

Eu adoro meu trabalho!!

Várias horas se passaram, e eu ainda estou rindo...

Várias horas se passaram, e eu ainda estou rindo...

Wolverine. O poster-teaser do filme. Mas você já sabia.

Wolverine. O poster-teaser do filme. Mas você já sabia.

O Homem de Ferro aproveita a fama recém-adquirida. Ao fundo, um sujeito verde.

O Homem de Ferro aproveita a fama recém-adquirida. Ao fundo, um sujeito verde.

Ok, ok, este sujeito verde!

Ok, ok, este sujeito verde!

Eu quero um!

Eu quero um!

E, pelo terceiro ano seguido, Stormtrooper Elvis!

E, pelo terceiro ano seguido, Stormtrooper Elvis!

O desenhista Fabio Yabu viu essa foto e me perguntou se era feita de cadáveres de verdade. Yabu! Yabu!!

O desenhista Fabio Yabu viu essa foto e me perguntou se era feita de cadáveres de verdade. Yabu! Yabu!!

Robert Culp e...

Robert Culp e...

... William Katt, mortos-vivos de O Super-Herói Americano, que estará de volta em uma série de quadrinhos.

... William Katt, mortos-vivos de O Super-Herói Americano, que estará de volta em uma série de quadrinhos.

O teaser de Goon - O Filme...

O teaser de Goon - O Filme...

... e o detalhe importantissimo.

... e o detalhe importantíssimo.

Pode ser efeito de O Cavaleiro das Trevas, mas oq ue mais se via eram membros da batfamilia na Con.

Pode ser efeito de O Cavaleiro das Trevas, mas oq ue mais se via eram membros da batfamília na Con.

A turma de RocknRolla.

A turma de RocknRolla.

Vai! Tenta não rir!

Vai! Tenta não rir!

Eu adoro meu trabalho!!!

Eu adoro meu trabalho!!!

Essa engenhoca é um veiculo de GI Joe, o filme.

Essa engenhoca é um veículo de GI Joe, o filme.

Uma espécie em extinção (a máquina, já que nerds são eternos).

Uma espécie em extinção (a máquina, já que nerds são eternos).

Eu adoro meu trabalho!!!!

Eu adoro meu trabalho!!!!

Uma pitada de contexto...

Uma pitada de contexto...

... and that's a wrap, folks. Amanhã tem mais (eu espero... rs..).

... and that's a wrap, folks. Amanhã tem mais (eu espero... rs..).

Comic Con, Dia 1: One Man Army!

quinta-feira, 24 julho, 2008

Quase uma da manhã em San Diego – ou seja, quase 5 da madruga para meu corpo combalido pela ponte SP/Houston/SD, jet lag e um almoço difícil de descrever no bar que se orgukha de ser “a vergonha de San Diego”. Mas a “opening night” da Comic Con – três horinhas em que alguns milhares de mortais caminharam pelo salão principal da mais importante feira de quadrinhos (para sem bem simplista, claro) do mundo – foi um aperitivo do que está por vir nos dias a seguir. Sim, a nave do Coruja, de Watchmen, está exposta. Assim como coisas bacanas de filmes como The Spirit (que parece onipresente na Con deste ano), Goon (sim, uma produção de David Fincher), Quantum of Solace e muitos etcéteras. A partir de amanhã compartilho pouco da cobertura com vocês, mas sem a agonia de mostrar tudo (o que, francamente, seria impossível) e apontando onde e quando vocês terão detalhes dos… detalhes. Basicamente, na SET. Mas, como sempre (é meu terceiro ano de Comic Con), será uma jornada divertida, com fotos, vídeos, bizarrices e participações especiais. As fotos aí embaixo são apenas um aperitivo. Enjoy!

Gente pra dedéu esperando para pegar a confirmação da festa (menos eu, que não enfrentei fila para a credencial de imprensa).

Gente pra dedéu esperando para pegar a confirmação da festa (menos eu, que não enfrentei fila para a credencial de imprensa).

Quase 6 da tarde, e a muvuca já se acotovelava em uma das dezenas de entradas para o piso principal da Con.

Quase 6 da tarde, e a muvuca já se acotovelava em uma das dezenas de entradas para o piso principal da Con.

Quem vigia os... ah, você vai descobrir...

Quem vigia os... ah, você vai descobrir...

Nào, o Han Solo em carbonita não está à venda!

Não, o Han Solo em carbonita não está à venda!

xxxxxxxx, da Top Shelf, compartilha algumas memórias inesperadas com o Rei do Rock (E.V., gênio!).

Chris Staros, da editora Top Shelf, compartilha algumas memórias inesperadas com o Rei do Rock (E.P., gênio!).

O booth da DC, cheio de gente atrás de brindes (como em todos os outros...).

O booth da DC, cheio de gente atrás de brindes (como em todos os outros...).

Eu quero o Coruja...

Eu quero o Coruja...

... a Espectral, Rorschach...

... a Espectral, Rorschach...

... os Minutemen dos anos 40...

... os Minutemen dos anos 40...

... e estes dois tamanho-familia, o Comediante e, de novo, Rorschach.

... e estes dois tamanho-família, o Comediante e, de novo, Rorschach.

No booth da Marvel, o Monge de Ferro. Sem convidado...

No booth da Marvel, o Monge de Ferro. Sem convidado...

... e com convidado!

... e com convidado!

Holy shit, Batman!

quarta-feira, 9 julho, 2008
The Dark Knight poster 1

The Dark Knight poster 1

2008 acaba de ficar mais triste.

Não, minto. 2008 nos cinemas tornou-se menos interessante. Sério. Batman – O Cavaleiro das Trevas é, sim, tudo aquilo que a gente andou lendo por aí nas últimas semanas. Peraí, correção de novo: é mais. É um filme que merece as hipérboles que andou colecionando, as comparações com O Poderoso Chefão II, Fogo Contra Fogo, À Beira do Abismo. Merece também adjetivos como “maravilhoso, espetacular, perfeito”. É uma expectativa quase impossível para qualquer filme seguir e/ou superar, mas o novo torpedo de Christopher Nolan acerta. Em todos os alvos.

E o principal motivo para tanto foi justamente não ser um “filme de super-heróis”.

Batman

Batman

Então, caríssimos, não é em Kapow! que você vai ler que O Cavaleiro das Trevas é “o melhor filme de super-heróis da história” ou “a melhor adaptação de quadrinhos de todos os tempos”, simplesmente por ele não estar nessa categoria. Na falta de um “gênero” mais abrangente, o filme é um drama policial, pontuado por mortes, violência, investigação criminal, corrupção, drogas e vigilantismo – embalado numa estética moderna e nunca menos que espetacular (é notório o salto da qualidade da fotografia de Wally Pfister), que deixaria Howard Hawks ou John Huston orgulhosos. É o filme que Martin Scorsese não teria problemas em colocar ao lado de pérolas como Táxi Driver, é o amadurecimento do filme policial moderno, que teve seu pontapé inicial pop com Fogo Contra Fogo, de Michael Mann. E é, em seu cerne, a jornada de um homem incorruptível que cede ante a loucura de uma cidade.

Seu nome é Harvey Dent.

Aaron Eckhart é Harvey Dent

Aaron Eckhart é Harvey Dent

Desde que Batman – O Cavaleiro das Trevas deixou de ser apenas uma idéia, Christopher Nolan deixou claro que o filme não só seguiria o gancho do final de Batman Begins, com o tenente Gordon entregando uma carta de baralho do Coringa para o Batman, como também ele não tinha o menor interesse em explorar a gênese do Palhaço do Crime. “Anarquia” é a palavra-síntese do personagem interpretado por Heath Ledger (encontrado morto em 22 de janeiro), que encontra uma Gotham City com seu submundo apavorado com a presença do Batman e propõe, sem muito rodeio, matar o herói. Ao mesmo tempo, Bruce Wayne (Christian Bale) começa a questionar seu papel como símbolo da esperança numa cidade apodrecida e passa a enxergar esse papel em Dent (Aaron Eckhart), recém-eleito promotor público e força incorruptível na caçada aos mafiosos de Gotham, que aos poucos percebem que seu tempo é coisa do passado. É a jornada de Harvey, sua cruzada moral e o modo como o Batman e o Coringa o empurram ou para a luz ou para a escuridão que se desenvolve a trama do filme. Mas não fica por aí – isso na verdade é resvalar na superfície!

Heath Ledger é o Coringa

Heath Ledger é o Coringa

Batman – O Cavaleiro das Trevas traz tantas tramas paralelas que é preciso atenção redobrada para perceber quais engrenagens estão em movimento. Sem falar que é um filme em que todos os personagens recebem atenção especial do roteiro (escrito por Chris Nolan e seu irmão, Johnathan, a partir de uma idéia do diretor e de David S. Goyer, que trabalhou no texto de Batman Begins). Jim Gordon ganha um arco que desenvolve sua relação com a família e seu papel no intrincado jogo arquitetado por Batman. Lucius Fox (Morgan Freeman) vê-se, a certa altura, ante um dilema moral que pode comprometer seu futuro ao lado de Bruce Wayne. Rachael Dawes (Maggie Gyllenhaal, no lugar que fora de Katie Holmes em Begins) coloca-se entre os dois homens que representam a esperança da cidade. Os mafiosos de Gotham ganham face, especialmente a de Salvatore Maroni (Eric Roberts), que tenta reorganizar o crime com a ausência de Carmine Falcone (que Tom Wilkinson interpretou em Begins). É em torno da prisão dos criminosos que gira parte de trama de O Cavaleiro das Trevas, que leva o Cruzado de Capa até Hong Kong em busca de um empresário peça-chave para colocar os bandidos atrás das grades – sua abdução é uma das seqüências mais empolgantes do novo filme, que também mostra maior apuro de Nolan no comando de cenas de ação. O Batman, desta vez, mostra como dar conta de dezenas de criminosos de uma vez só quase em um plano único, como em sua primeira cena, uma ponta-relâmpago do Espantalho (Cillian Murphy), que também revela a necessidade de um novo traje para o herói.

Este é, por sinal, um dos aspectos mais fascinantes deste mundo criado por Nolan para o Batman no cinema: tudo tem um motivo para existir, cada mudança é uma conseqüência orgânica da trama. Como o fantástico Batpod, que surge em uma das cenas que deve arrancar mais aplausos da platéia. Ou o mergulho nas trevas de Harvey Dent, que é absorvido por sua cruzada contra o crime e torna-se um dos personagens mais ambíguos e fascinantes do universo do Morcego, o Duas Caras. Sua desgraça nunca é gratuita, e é empurrada por ações caóticas de um homem que testa não só os limites de Dent ou do Batman, mas também da cidade inteira. Ambivalência moral e os limites da sanidade num candidato a blockbuster do verão ianque é só uma das evidências de que, com O Cavaleiro das Trevas, Nolan mirou em criar um filme que transcende gêneros.

Gary Oldman é James Gordon

Gary Oldman é James Gordon

E que traz um ator no auge de sua habilidade, o que dimensiona ainda mais sua tragédia. Os fãs de Jack Nicholson podem começar a chorar, já que Heath Ledger criou o Coringa perfeito em qualquer mídia. Ele não é um palhaço, não é um sujeito que chama a atenção com gritos e caretas e risadas. Nas mãos de Ledger, o Coringa é um masoquista que pouco se preocupa com seu passado (ele inventa pelo menos duas versões durante o filme), um louco que provavelmente despertou de sua letargia quando Gotham foi tomada pelo Batman – e ele enxergou, finalmente, alguém digno de sua atenção. Os planos do Coringa vão além de dinheiro, além do sadismo sem propósito, além da ultraviolência que marca suas aparições. Como ele se define, é um cachorro que corre atrás do carro, mas não faz idéia o que fazer se o alcançar. Em sua loucura, porém, ele levanta um espelho que mostra quem nós somos e quem podemos nos tornar – e para onde a balança pende quando desespero e medo da morte entram na mistura. Ledger fez dele o anarquisra perfeito, e sua imprevisibilidade dá o tom e carrega o filme. Ao contrário de outros (ótimos) blockbusters como Homem de Ferro ou Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, jornadas que trafegam em terreno familiar, o desfecho de Batman – O Cavaleiro das Trevas é uma incógnita a partir do primeiro segundo. Mas é um caminho que revela arquitetos da arte de fazer cinema travestido de entertainers. Estejam eles atrás das câmeras, sob o manto do Morcego ou em algum lugar inatingível, talvez observando seu legado e seu talento materializados num sorriso aberto com uma navalha.