Archive for junho \27\UTC 2008

O Cavaleiro das Trevas na SET de julho!

sexta-feira, 27 junho, 2008

Ok, ok, junho foi um mês devagar em atualizações em Kapow!. Mas, entre aeroportos e dois continentes, foi difícil manter as idéias no lugar. Já comentei que passei um dia no set de GI Joe em Praga, outro no set de The Wolf Man em Londres, descansei dois dias em São Paulo e parti para Los Angeles para o lançamento de O Procurado – o Ricardo Matsumoto também caiu na estrada para conferir as filmagens de O Elo Perdido, enquanto André Gordirro colocou um par de óculos polarizados em Nova York para assistir a Viagem ao Centro da Terra em 3D. Para você ver que cinema acontece no mundo todo, e não só em “Hollywood”… Mas garanto que trocaria qualquer uma delas para estar na pele do Salem, que encontra-se em LA para o lançamento de Batman – O Cavaleiro das Trevas (é, ele vai conferir no melhor cinema iMax da Califórnia…). O melhor filme de 2008 até agora? Leia o que SET achou na edição de julho, que chega às bancas semana que vem (e com um tiquinho de atraso) com uma reportagem completa sobre o novo filme do Homem-Morcego, em que Christopher Nolan transforma o Coringa em agente do caos eleva o “filme de super-heróis” a outro patamar. Matéria completa, com entrevistas com Nolan, Christian Bale, Aaron Eckhart e cia., mais a crítica do filme, perfil do Coringa e outras surpresas.

Como julho não é feita só de Batman, SET também traz matéria sobre Hancock, e como o novo filme com Will Smith passou de aventura subversiva a um filme bacana mas sem seu edge – pode esperar sem medo uma versão do diretor com a famigerada “cena do trailer”. No mesmo dia de Hancock, também chega aos cinemas Kung Fu Panda, que SET acompanha com matéria completa sobre o “anti-Shrek” da DreamWorks. A revolução do cinema 3D é representada justamente por Viagem ao Centro da Terra, que conferimos em Nova York (viajar, viajar…) em reportagem exclusiva, investigando uma das alternativas para salvar da pirataria a experiência de ver um filme na sala escura e numa telona. Para completar, entrevista exclusiva com o criador da série Arquivo X – e diretor do novo longa, Eu Quero Acreditar -, Chris Carter (que está louco para surfar no Rio de Janeiro e em breve aporta num país aqui ao lado…).

SET de julho está quase nas bancas. Para quem gosta de cinema, por quem gosta de cinema.

Christian Bale como Batman em O Cavaleiro das Trevas

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Incrível, é o Hulk!

quinta-feira, 12 junho, 2008

Semana passada, entre Praga (no set de GI Joe) e de volta a Londres (dando um pulo nas filmagens de The Wolfman), peguei uma sessão de O Incrível Hulk. Ainda bem que a agonia do “eu vi primeiro, eu vi primeiro!!!” ainda não me contaminou. Nada como dar um tempo para digerir o filme com cuidado, prestando atenção em detalhes e, na hora de compartilhar a experiência com vocês, a coisa não sair destrambelhada. Vamos ao verdão. O filme de Louis Leterrier é, afinal, bom? A resposta, com certo alívio, é sim. Seguindo o caminho aberto por Homem de Ferro no começo da temporada, o segundo filme da Marvel é uma aventura acelerada, bem resolvida e contida em pouco menos de duas horas, mas com uma enxurrada de referências que deixa os fãs salivando para 2010, quando o estúdio libera mais dois filmes. Ainda assim, O Incrível Hulk não é uma aventura tão satisfatória e completa como Homem de Ferro. Para resumir o problema, o filme não é cool o bastante.

Como eu mesmo já comentei na reportagem de capa da edição de junho de SET, O Incrível Hulk é um restart da série, e em nada se relaciona com o filme que Ang Lee dirigiu em 2003 – diga-se, um filme nunca menos que espetacular. Mas aparentemente os fãs queriam o bom e velho “Hulk esmaga!”, e não o épico introspectivo e cerebral de Lee, com direito a um clímax psicodélico que Frank Brunner não conseguiu tecer nem nas tramas mais alucinadas do Dr. Estranho. Além disso, com O Incrível Hulk a Marvel buscou um filme que se encaixasse na concepção de seu “universo cinematográfico”, mais coeso e interrelacionado, em que personagens de filmes diferentes habitassem o mesmo mundo. Assim, o filme de Louis Leterrier chega coalhado de referências ao mundo Marvel dos gibis – ainda mais que Homem de Ferro. Além de óbvias referências às Indústrias Stark, são mencionados a SHIELD (e seu diretor, Nick Fury), Jack McGee e Jim Wilson (personagem da série de TV e dos gibis, respectivamente) e, de forma onipresente, o Capitão América. Muito mais do que possa se imaginar…

O filme começa com um rápido flashback da origem do verdão – mais uma vez longe dos gibis, agora próxima à da série de TV – e logo nos coloca na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Bruce Banner (Edward Norton) está escondido, trabalhando numa fábrica de refrigerante, e procurando não só controlar a fera que habita seu corpo, mas também um modo de eliminá-la de vez. Ele é descoberto pelo exército e logo o General Ross (William Hurt) arma uma tropa para trazê-lo de volta. Até então, o caos trazido pelo Hulk é discreto, fica restrito às sombras – mas sua presença incomoda o soldado Emil Blonsky, que logo torna-se obcecado em capturar a fera. Ou, como fica lentamente claro, em conseguir seu poder. Para tanto, ele submete-se a uma experiência conduzida por trás das cortinas pelo General Ross, que coloca as mãos no Soro do Supersoldado, desenvolvido na Segunda Guerra Mundial, para aplicá-lo em Blonsky. Assim, o soro que criou o Capitão América é usado, e o Hulk, agora acuado no campus de uma universidade, quando Banner reaproximou-se de Betty Ross (Liv Tyler), enfrenta Blonsky versão Supersoldado. Com o fracasso, é questão de tempo até Emil ter seu sangue contaminado por radiação gama, e o resultado é a criação do Abominável e um impressionante quebra-pau nas ruas de Nova York.

O bacana em O Incrível Hulk é que todas essas seqüências são amarradas com velocidade, mas a mudança de atitude de Banner em relação a seu alter-ego nunca parece apressada ou sem motivação. Aos poucos ele percebe que seu destino pode, sim, estar ligado à criatura de maneira positiva, mesmo que ainda incontrolável. Ao contrário do Hulk mostrado no filme de Ang Lee, desta vez o monstro verde parece desenvolver mais inteligência a cada transformação, como uma criança que aprende com os erros e raciocina soluções, ainda que num nível muito primário. É claro que os fãs vão adorar quando ele finalmente berrar seu “Hulk esmaga!” tradicional! Além disso, claro, os fãs vão adorar o modo como O Incrível Hulk encaixa-se no mundo sugerido em Homem de Ferro e o expande. Um exemplo de que esse é definitivamente um mundo hiper-realista são as armas sônicas que o exército utiliza contra o verdão – mais gibi, impossível. Embora a participação de Leonard Samson (Ty Burrell) seja tímida, o cientista Samuel Sterns (Tim Blake Nelson) tem papel decisivo na trama, mostra óbvia fascinação pelas implicações biológicas abertas pelo Hulk e despede-se de cena com uma introdução nada sutil a seu alter-ego, o Líder (talvez num próximo filme…).

Uma cena que ficou de fora, no entanto, foi um prólogo no Ártico, em que Banner possivelmente encontraria o corpo congelado do Capitão América – cena confirmada para este que vos escreve por Leterrier e pelo produtor Kevin Feige. Um rápido telefonema e Feige me conta que eles decidiram não incluir a cena por destoar do resto do filme, por ser uma cena mais pesada – mas ela não só estará disponível online em breve como será disponibilizada no DVD do filme. Mais uma cortina de fumaça? Para garantir, é bom ficar até o fim dos créditos mais uma vez… (Ah, essa não é informação “exclusiva” porque isso é o conceito mais estúpido do planeta…).

O que nos traz de volta ao fator “O Incrível Hulk é bacana, mas não é cool”. Existem coisas que são intangíveis, reações que terminam sendo particulares com a bagagem e a expectativa de cada pessoa na sala escura. Homem de Ferro trazia uma energia dinâmica, representada pelo imprevisível Tony Star de Robert Downey Jr (que aparece em O Incrível Hulk com mais ecos do que pode ser tornar Vingadores em celulóide). O filme de Jon Favreau é elétrico, é uma experiência narrativa e também sensorial. Sob esse prisma, não existe absolutamente nada de errado em O Incrível Hulk. Apesar de algumas soluções apressadas no roteiro – e a geografia por vezes implausível -, o filme é dirigido com firmeza, mesmo em suas porções mais dramáticas. Não deixa a desejar como filme de ação – em especial o clímax, que mostra o encontro de duas criaturas de poder inimaginável. O elenco funciona à perfeição, especialmente Ed Norton. É bem humorado na medida certa e traz mimos para os fãs repetirem a dose.

Mas, inexplicavelmente, não agarra pelo estômago, não é eufórico e não traz impressões duradouras como, mais uma vez, Homem de Ferro. Pode ser que o cuidado extremo, causado pela lembrança ainda firme do Hulk de Ang Lee, tenha arrancado um pouco da espontaneidade do filme. Talvez o personagem se preste mais à introspecção que o colorido vingador dourado. Homem de Ferro é definitivamente cool. O Incrível Hulk é um filme jóia. Se isso é pouco, o veredito está em suas mãos.

Afinal, qual é a de Fim dos Tempos?

quinta-feira, 12 junho, 2008

Amanhã estréia o novo filme de M. Night Shyamalan, Fim dos Tempos. Eu estava em um avião a caminho de casa, mas o editor-chefe de SET, Rodrigo Salem, assistiu ao filme em São Paulo. O que ele achou? Bom, descubra nas linhas a seguir.

FIM DOS TEMPOS
(The Happening, EUA/Índia, 2008 ) De M. Night Shyamalan Com Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Ashlyn Sanchez. 91 min. http://www.thehappeningmovie.com Fox. Suspense
NOTA: 6

Num determinado episódio de South Park, os militares pedem a ajuda para três cineastas de Hollywood (Mel Gibson, Michael Bay e M. Night Shyamalan) para bolarem um plano para impedir que terroristas assassinem todas as criaturas de fantasia imaginadas pela humanidade. Em vez de elaborar tramas para acabar com os vilões, Shyamalan fica soltando diversas reviroltas sem nexo. A caricatura (errônea) de um diretor truqueiro, mais preocupado em bolar finais inesperados para enganar os trouxas parece ter convencido a própria vítima. Se A Dama na Água foi uma ousada mudança de ambiente, Fim dos Tempos teria tudo para um dos cineastas mais originais da atualidade provar que suas histórias sempre possuem uma carga de subtexto e técnica além das surpresas no fim.

O problema é que Fim dos Tempos é a obra de um sujeito atingido pela insegurança ocasionada por toda a confusão envolvendo a saída da Disney, o fracasso na Warner e as críticas à Dama na Água. O que poderia ser um passo além numa filmografia invejável vira um pastiche de todos os elementos que Shyamalan usou nos longas anteriores – para efeito de comparação, imagine Brian DePalma depois de Fogueira das Vaidades, filmando o indulgente Síndrome de Cain. Temos o herói médio de Sinais, agora na figura do professor de ciências de Mark Wahlberg. Há o homem em busca da felicidade da família de Corpo Fechado. De A Vila, a paranóia invisível e o isolamento. As (boas) imagens fortes (é o primeiro filme dele desaconselhável para menores de 17 anos) são amplificadas de O Sexto Sentido. E até temos o roteiro linear de A Dama na Água. Tudo isso resulta num suspense bem acabado, porém óbvio e sem…err.. suspense. As metáforas sobre a praga ecológica que consome o leste dos Estados Unidos (levando as pessoas a cometerem suicídio) conseguem ser mais risíveis que as de Guerra dos Mundos, de Spielberg, e os atores parecem todos meio desnorteados, principalmente Zooey Deschanel, mais pirada que sua personagem no lisérgico Weeds. Não chega a ser o fim do mundo, mas Shyamalan precisa recuperar a confiança urgentemente em The Last Airbender, do contrário não teremos nem finais surpresa ou surpresa alguma vinda de suas obras.

Rodrigo Salem

Yo, Joe!

domingo, 8 junho, 2008

Deixa eu explicar como funcionam as coisas. Há dois dias eu passei o dia no set de GI Joe em Praga (escrevo essas linhas de Londres, onde vou em outro set daqui a pouco…). Mas não vou falar como foi esse dia. Nem o que vi. Nem as surpresas que o filme, que estréia em agosto de 2009, reserva. Por que? Ainda é cedo. Muito cedo. Mas foi interessante descobrir que pelo menos 90 por cento da boataria que você encontra pela internet não passa disso: boato. Fazer um filme é um processo longo, e é extremamente injusto julgar por uma foto fora de contexto, uma informação desencontrada, um achismo de algum blogueiro “genial”. Isso que é o bacana em cinema, é ver o produto completinho, na sala escura, sem que um fanzineiro da vida estrague sua experiência. Por isso que, por mais que eu queira compartilhar algumas coisas… Ainda é cedo. E ninguém da SET – por sinal, o único veículo brasileiro no set – tem o hábito de ferrar a diversão alheia. Ah, o diretor Stephen Sommers tem o entusiasmo de um garoto de 12 anos, Sienna Miller é um absurdo de fantástica, e a química entre Channing Tatum e Marlon Wayans é perfeita, mesmo fora de cena. Não acredite em NADA que você leu sobre GI Joe por aí. Na verdade, não acredite em seus olhos também. Tenha paciência – é mais bacana assim – e espere matéria completinha sobre GI Joe na SET!

Sienna Miller é a Baronesa

Said Taghmaoui é Breaker

Christopher Eccleston é Destro

Channing Tatum é Duke

Dennis Quaid é General Hawk

Adewale Akinnouye-Agbage é Heavy Duty

Marolon Wayans é Ripcord

Rachel Nichols é Scarlett

Ray Park é Snake Eyes

Byung-Hun Lee é Storm Shadow