
Eu Sou a Lenda já é um fenômeno. Com quase 80 milhões de doletas no caixa só em seu fim de semana de estréia – o maior da história em dezembro -, o filme prova uma e uma coisa: Will Smith é o cara. Mais que isso. Ele é capaz de vender qualquer coisa. Drama (Em Busca da Felicidade), comédia (Hitch), aventura (Bad Boys 2), ficção científica (Eu, Robô)… E agora, terror. Números, números. Mas você, meu caro, pode estar se perguntando: “E aí, vale minha grana?” Will vale. O filme, nem tanto. Baseado no livro de 1954 escrito por Richard Matheson e já levado ao cinema duas vezes (Mortos Que Matam, de 1964, e A Última Esperança da Terra, de 1971), Eu Sou a Lenda é uma ficção científica/terrorzão/espetáculo pós-apocalíptico tímido. Bacana, bonitão, mas tímido. Todo o tempo em que o diretor Frances Lawrence (Constantine) se concentra em Will Smith, sozinho zanzando por uma Nova York às moscas, é genial. Os flashbacks que mostram a gênese do vírus que transformou 90 por cento da humanidade em “zumbiros” são… ok, vai. Mas quando os ditos aparecem, a coisa é anti-climática. Vai entender. Culpa do roteiro indeciso, que não sabe se assume que a humanidade agora é um bando de bestas sedentas de sangue ou humanos involuídos mas que ainda são capazes de raciocinar (ou de armar uma arapuca engenhosa, ainda que besta, para Will). O terceiro ato, por sinal, vai radicalmente contra o texto original de Matheson, empurrando um final que, ora, não é de se estranhar, mas ainda assim peca pela falta de cojones. Alice Braga? hmmm… Quem sabe na próxima, não? Ainda assim, Eu Sou a Lenda era o blockbuster que as bilheterias anêmicas precisavam para respirar e entrar na temporada de festas aliviada. Mas é só dinheiro, certo? Certo, mas vale pelo um show de Big Wyllie, que volta aos cinemas ianques em seu feriado favorito, o 4 de julho, como o super-herói Hancock. Ka-ching!
Ah, leia a matéira publicada na SET de novembro nos links abaixo.
Tags: crítica, eu sou a lenda, i am legend, matéria, revista, set, will smith



Sexta-Feira, 21 Dezembro, 2007 às 12:42 |
Olá, ficou legal o novo site e o blog tb. Parabéns!
Sexta-Feira, 21 Dezembro, 2007 às 21:23 |
Bom, blog.
O filme, porém, já vi que vai ser perda de tempo.
Terça-feira, 25 Dezembro, 2007 às 23:21 |
entao quer dizer que o filme so deu grana pelo smith ou nao tinha mesmo nada pra ver nas telas ianques nessa epoca?
Quarta-feira, 26 Dezembro, 2007 às 18:37 |
Deve ser aquele tipo de filme que a gente assiste, gosta, e esquece 5 meses depois. xD
Que o Will Smith é uma lenda, eu realmente num sei… mas q ele deve tah ganhando um dinheirão, ele deve tá… xD
Parabens pela reformulação no site, e a criação desse blog.
xD
Domingo, 6 Janeiro, 2008 às 3:50 |
Aguardo o filme com ansiedade e tive a oportunidade de ver a versão do Charlton Heston em The omega man. O Will é um ótimo ator e deu sorte nessa carreira, é um orgulho pros afro-americanos.
Domingo, 20 Janeiro, 2008 às 14:27 |
Assistí ao fime ontem. Gostei muito claro, crítica é uma coisa muito pessoal mesmo. Muito contido, sem exageros. E qto a Alice Braga: Quem sabe na próxima? hum… q estardalhaço fizeram qdo um atorzinho global qualquer pegou uma ponta em um filme qualquer.. uma ponta só não ne: pelo menos umas três pontas.. uma pior q outra.. e q lixo! é.. quem sabe a Alice consegue deixar “a tia” orgulhosa com a rapariga dos óculos escuros. quem sabe neh? minha opinião claro. pq crítica é isso: apenas opinião.
Quarta-feira, 13 Fevereiro, 2008 às 22:56 |
Seu Roberto, o sr soube da participação do Mike Patton na produção, fazendo as “vozes” dos “mutantes”? Conheces o trabalho do Patton?
Sexta-Feira, 15 Fevereiro, 2008 às 16:34 |
Realmente acho que foi o que eu li na Set, da metade pro final o filme perde o brilho e se torna comum demais, não li o livro, mas o outro final deve ser melhor…
Alguém sabe sobre como anda as adaptações dos livros de Chuck Palahniuk ( Clube da Luta ) ???